
A ESHTE participou na 10ª Edição do Global Young Hoteliers Summit (YHS) 2019, evento este que decorreu na École Hôtelière de Lausanne, na Suíça, de 25 a 27 de Março e, esteve representada pela aluna finalista da Licenciatura de Direção e Gestão Hoteleira, Maria Madalena Branco de Oliveira e pela docente Paula Ramalho.
Testemunho da Madalena sobre toda a experiência vivida
“Quando me propus em aula a enviar a minha candidatura para uma possível participação no Portugal Future Hotelier’s Summit a realizar-se no Algarve, nunca pensei nas proporções que este evento tomaria.
Após alguns meses de recuperação de duas noites mal dormidas e de uma vitória inesperada, lá íamos nós rumo à Suíça, mais precisamente, a Lausanne, onde iria decorrer este grande evento. Os nervos eram muitos e, quanto às expectativas, estas eram cada vez maiores!
Chegada à Ècole Hoteliere de Lausanne, tudo o que eu e os meus colegas de equipa portugueses imaginávamos tinha sido superado, das fantásticas instalações ao clima que ali dentro se vivia, respirava-se, sentia-se a paixão pela hotelaria.
Não queríamos acreditar que estávamos ali – pois ainda há bem pouco tempo não nos conhecíamos, muito menos imaginávamos chegar a este patamar - cercados por excelentes profissionais mundialmente conhecidos no ramo da hotelaria como também por tantos outros alunos de topo, provenientes de universidades espalhadas por todo o mundo. Todos estávamos neste evento internacional com o mesmo propósito: a partilha e a aprendizagem de conhecimento e experiência, o self-marketing, o representar a nossa Escola e o nosso país, e uma possível abertura de novas portas para o nosso futuro.
Numa fase inicial tivemos apresentações das mais variadas cadeias hoteleiras internacionais e painéis de discussão de temas essenciais a ter em consideração na hotelaria da atualidade e que nos iriam servir de guia para o Global Hospitality Challenge. No momento em que foi lançado o desafio proposto pelo grupo Accor, pusemos mãos à obra para tentar encontrar uma solução inovadora. Desta vez, eu e os meus colegas portugueses, fugindo à regra que defende que “em equipa vencedora não se mexe”, fomos separados por diversas equipas compostas por seis membros de nacionalidades distintas. A minha equipa passou a ser constituída por alunos vindos de Colwood, Hong Kong, Lausanne, Santiago de Compostela e The Hague.
Depois de longas horas de partilha de ideias e de procura de possíveis soluções para o problema, o nosso papel que, ao início estava em branco, começou a ganhar forma. Todos sabíamos que a noite seria só o início de um percurso que naquela altura parecia eterno, mas que na verdade estava apenas a umas horas de terminar. Através de uma compilação dos protótipos de proposta final desenvolvidos, chegámos ao projeto final; projeto este que, aos olhos de todos nós e das pessoas com quem o partilhávamos, apresentava fortes probabilidades de vencer o desafio.
A ideia estava definida, os laços entre nós estavam criados e apresentação não poderia ter corrido melhor. Mas entre os mais de 90 participantes, todos obtiveram soluções com os mesmos parâmetros, o que se traduz numa linha de pensamento muito positiva e inovadora, com novas conceções sobre a hotelaria do século XXI.
No final destes cinco grandiosos dias pude considerar que o meu self-motto, se pudermos assim dizer, se enquadra na perfeição naquilo que experienciei: “Não recebi nada do que pedi, mas tive tudo o que precisava”.
A participação nestes dois grandes eventos, em Portugal e na Suíça, ajudou-me, neste último ano de curso, a compreender qual o meu caminho e as preferências na área da hotelaria. Serviu como uma pequena semente que plantei e que todos os dias me dá frutos quer a nível de motivação nos estudos como a nível de objetivos futuros para a minha carreira.
É claro que por trás de uma grande obra está sempre um grande pintor. Neste caso, devemos considerá-la pintora. Não posso deixar de agradecer à ESHTE e à professora Paula Ramalho que tanto me incentivou, guiou, acompanhou e apoiou neste percurso académico e ao longo desta fantástica e inesquecível experiência.”
Gostaríamos de agradecer à ESHTE todo o apoio institucional na participação neste evento, assim como à Terra International, École Hôteliere de Lausanne, à equipa que organizou o Global YHS e, claro, a fantástica partilha de experiência e companheirismo com a restante comitiva portuguesa (Frederico Rodrigues da Universidade Lusófona Lisboa e Sara Barroso da ESHT Porto). Para mim, enquanto docente, foi um privilégio e um enorme orgulho poder acompanhar a Madalena ao longo de todo este percurso único que ficará na nossa memória para sempre, superámos muitas dificuldades, nervos, dúvidas e stress, num processo constante de aprendizagem e crescimento, onde vencemos desafios, desenvolvemos potencial e cimentámos a nossa paixão pela hotelaria!
Foi um orgulho representar a ESHTE e Portugal a nível internacional.
Madalena Branco de Oliveira
Estudante de 3.º ano da licenciatura em Direção e Gestão Hoteleira
Paula Ramalho
Docente da ESHTE da Área Científica de Técnicas e Tecnologias de Aplicação